sábado, 17 de maio de 2014

Imagine com Liam Payne - Damn! - Parte 2


A aula finalmente acabou. Já estava na hora, não aguentava mais aquilo. Deixei a sala sem me despedir de Meg e saí correndo para a portaria. Olhei a minha volta e só vi alguns alunos mais novos, ninguém do meu interesse. Fui andando até o jardim da frente da escola e me sentei em um canto. Peguei meus fones de ouvido e dei play na primeira música da lista.

[...]

Liam demorou bastante tempo para sair, o que já tinha me irritado, odeio ficar esperando. O vi na portaria aparentemente me procurando, acenei para que ele viesse até mim.
- Desculpa a demora, o Sr. Riley estava de mau humor... - riu. -
- Tudo bem... Dei sorte da professora substituta de Matemática ser uma pessoa legal. - começamos a caminhar pelo gramado. -
- Quem é? Não tive aula com ela ainda.
- Não prestei muita atenção no nome dela... A Megan que sabe, ficou puxando o saco da mulher a aula inteira... - ri. -
- Pontos extras?
- Como sempre... E aí, como foi a aula, apesar do mau humor do nosso querido Matthew?
- Ele estava de bom humor no começo, mas você sabe, a bagunça do Louis o irrita... Resolveu descontar na turma inteira dessa vez.
- Louis gosta de testar a paciência dele, né? É sempre assim.
- Ah s/n, antes que eu esqueça... Andei pensando em alguns tópicos, mas não consegui passar tudo pro papel. Ficou um pouco incompleto e confuso, mas acho que você entende e consegue desenvolver.
- Ok... Cadê? Deixa eu ver o que posso fazer.
- Aqui. - Liam tirou um papel do bolso cheio de rabiscos, não entendi nada. - Dá pra entender?
- Um pouco... Isso aqui é um x? - apontei pro papel. -
- Não... É um z². - riu. -  Esquece, já vi que não vai conseguir.
- Com esses garranchos, realmente fica difícil. - ri. - Qual é Liam, que letra horrorosa.
- Meninos nunca tem letra bonita, s/n.
- Harry tem uma letra linda, bem melhor que a minha.
- Como eu disse, MENINOS. - ri. Todos adoravam zoar Harry. -
- Em compensação, a letra do Niall é pior que a sua. Nunca entendi nada dos bilhetes que ele passava na aula de História.
- Ninguém entende. Nem eu. E olha que sou esforçado e faço de tudo pra entender o que ele escreve.
- É impossível. Eu já desisti.
- Eu também. Só conversamos por sms agora. - sorriu. Nunca tinha reparado no quão lindo era o sorriso de Liam. -
- Megan me passou um bilhete hoje na aula... Ela pediu pra você ligar para ela assim que chegar em casa, ela quer falar com você. - disse séria. -
- Sobre o que?
- Não sei, não quis perguntar.
- Porque ficou séria de repente? - Liam perguntou, me forçando a parar, já que ficou em minha frente. -
- Nada. Apenas alguns pensamentos.
- Que seriam?
- O assunto que a Meg quer falar com você.
- Chegou a alguma conclusão?
- Talvez. - sorri e continuamos caminhando até o ponto de táxi, conversando e rindo sobre coisas aleatórias. Megan nunca se interessou por Liam antes, mas, quem sabe? Não estávamos mais tão próximas, sabia pouco da vida atual dela. Meg gostava de Zayn desde sempre. Já haviam ficado algumas vezes, mas ela nunca teve coragem de contar o que sentia para ele. E nem eu pra Liam. Éramos amigos coloridos, ás vezes rolava alguns beijos, não era nada demais. Eu gostava dele, era bom passar mais de 4 horas toda quinta-feira ao seu lado no Laboratório de Ciências da escola.

[...]

Como de costume, paramos em uma sorveteria perto da minha casa. Os típicos sorvete de creme e chocolate já estavam sendo levados para nossa mesa. Precisava relaxar para me preparar pros livros, mais tarde. Não podia decepcionar Liam de novo, afinal eu não tinha feito praticamente nada do nosso projeto. Tinhamos que apresentá-lo na segunda-feira, para nosso professor ter uma ideia do que iríamos fazer para a competição do próximo mês. Já tínhamos o tema, algumas teorias, mas nada concreto. Algumas explicações escritas em uma folha de papel, mas nada que pudesse ser entregue. Estávamos apostando tudo naquele projeto, nosso sonho era entrar para um laboratório de pesquisas do governo e ajudar a achar a cura para diversas doenças, fazer algo que pudesse ajudar alguém. Síndrome de Super-Heróis, era como chamávamos nossa sede de conseguir tornar aquilo realidade. Essa competição era uma porta para conseguirmos um estágio no maior laboratório de Londres, assim que entrássemos para a faculdade. Era tão importante para Liam, quanto pra mim. É a chance dele de criar algo que possa evitar que outras crianças tenham o mesmo problema nos rins que ele. E nós já tínhamos o projeto. Criamos um modo de diagnosticar QUALQUER problema nos rins, assim que o bebê nasce e medicamentos que resolveriam o caso específico de cada criança antes mesmo de completarem o primeiro ano de vida. Eu não poderia estragar isso. Não mesmo.
- Estou ansioso.
- Eu também... Quero muito que isso dê certo, Liam.
- Imagina? Não seria incrível? - os olhos de Liam brilhavam de forma indescritível toda vez que tocávamos nesse assunto. Era lindo. -
- Realmente... Fico imaginando como seus pais ficariam orgulhosos de você.
- Não só de mim, né s/n? A maioria das substâncias dos medicamentos foram produzidas por você. Muita coisa que você fez, eu não teria sequer pensado em fazer.
- É... Mas, a ideia principal foi sua. Os diagnósticos também. - sorri. -
- Você não tem ideia do quanto eu estou animado, s/n! - Liam segurou minhas mãos. - Obrigada.
- Não me agradeça... Você sabe que de um jeito ou de outro eu te ajudaria nesse projeto. - ri. -
- Mesmo assim... Sem você, esse sonho não teria passado de uma ideia maluca e impossível, como sua mãe disse. - Liam riu. - Vamos entrar pra história! - ele se levantou e ergueu os braços pra cima. -
- Liam, senta, está todo mundo olhando! - ri. -
- Vem, vem comemorar! - me levantei e Liam me rodopiou. -
- Ainda não temos nada concreto, falta muita coisa ainda pra você comemorar.
- Mas, algo me diz que nós vamos conseguir. É claro, se você cumprir com o que prometeu.
- Eu não vou esquecer, ok? Vou tentar terminar isso ainda hoje.
- Você tem o fim de semana inteiro, s/n... Relaxa, não é pra tanto.
- Tem razão... - sorri e me sentei de volta na mesa, dei mais uma colherada no sorvete. -
- Sua mãe está em casa essa hora?
- Está sim, porque?
- Queria falar com ela. - sorriu. -
- O que você quer falar com a minha mãe?
- Quero convidá-la, a pedido da minha mãe, para jantar lá em casa no domingo.
- Só a minha mãe? Obrigada pela consideração. - brinquei. -
- Não preciso te convidar, sua presença é obrigatória. - riu. -
- Eu ia aparecer de qualquer jeito, mesmo.
- Como sempre. - riu. - Vamos?
- Vamos. - fui até o caixa e paguei nossos sorvetes. Caminhamos até minha casa, passando pelos vizinhos que iam nos cumprimentando. Entrei em casa e vi Joseph largado de um lado do sofá e minha mãe dormindo de outro. Até parecia domingo.
- Que isso? Que modos são esses, família? - ri. -
- Oi filha... Oi Liam. - disse minha mãe, ainda sonolenta.
- Boa tarde, Sr. S/S (seu sobrenome). Como vai?
- Vou bem, cansada, mas bem. Como foi a aula, crianças? - revirei os olhos por ela ter nos chamado de crianças. -
- O de sempre. Aulas boas, algumas chatas, outras piores ainda... - ela riu. -
- E como vai o trabalho?
- Vai indo bem. Mas iria melhor se a s/n me ajudasse um pouco mais. - Liam olhou sério pra mim, mas logo sorriu. - Eu sei que ela vai cumprir o que prometeu e vamos concluí-lo em breve.
- Eu espero que sim... - sussurrei. Liam ainda ficou um certo tempo conversando com Joseph e logo depois que nos convidou para jantar em sua casa no domingo, foi embora. Ajudei minha mãe a guardar as compras que ela havia feito mais cedo e subi pro meu quarto, para finalmente tentar acabar nosso trabalho.



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