sábado, 17 de maio de 2014

Imagine com Liam Payne - Damn! - Parte 4


Não esperei que ninguém me acordasse pela manhã. Levantei logo cedo, não queria perder tempo. Queria terminar tudo antes do jantar na casa do Liam. Escrevi em uma folha branca com letras bem grandes: "NÃO ME PERTUBEM!" e colei do lado de fora da porta do meu quarto e me tranquei por lá. Desliguei meu celular, deliguei a televisão, desliguei tudo o que poderia me distrair. Continuei de pijama, não podia perder meu tempo trocando de roupa. Peguei todos os cadernos e livros de que eu precisava e liguei o computador, para ter uma base de pesquisa e de respostas para qualquer dúvida que eu tivesse. Peguei um grande estoque de comida na cozinha, já que passaria as próximas 18h do meu dia trabalhando pesado. Liguei para Megan e pedi para que ela fosse até a escola e pegasse novos frascos das substâncias que eu havia derramado no antigo projeto. Megan era filha da diretora, não seria problema nenhum se ela fizesse isso por mim. 

[...] 

Refiz todos os gráficos, anagramas, textos e ilustrações, um por um. Testei todas as experiências e ainda criei um modo simples de explicar e mostrar como nossa tese funcionava. Estava tudo ficando como planejado... Eu finalmente estava conseguindo! Ainda faltava muita coisa, mas o pouco que já tinha, me deixava bem mais tranquila. Todos os testes químicos foram realizados no porão, para não acontecer qualquer tipo de tragédia de novo... Eu finalmente tinha aprendido a lição. Continuei a escrever e assim fiquei por horas e horas. Às vezes fazia uma pausa para comer e para ir ao banheiro, mas apenas para isso. Fiquei horas na mesma posição, meus joelhos já estavam latejando de dor. Deitei, com o caderno e o livro de Química de um lado e o computador no colo, e continuei a copiar e escrever todos aqueles elementos da tabela periódica. Um saco, digamos, mas era necessário. Eu já tinha perdido a conta de quantos rins eu já havia desenhado naquele dia... Um rim saudável, um rim enfraquecido, um rim doente, um rim em decomposição... Vários tipos e estágios de doenças nos rins que se possa imaginar. Acho que qualquer paciente que tem que fazer emodiálise todos os dias, ficaria desanimado ao ver tudo aquilo. Eu estava impressionada com os resultados dos meus desenhos, tinham ficado realmente bons! Estranhos, no mínimo, mas bons. Faltavam poucas coisas, quando vejo um bilhete passando por debaixo da minha porta: "Estamos indo para a casa do Liam, s/n. Se você puder, passe lá. Boa sorte com isso tudo... Te amo filha. xx". Pois é, eu havia me esquecido desse detalhe. Terminei tudo, aliviada, orgulhosa e muito feliz. Estava ansiosa para dizer para Liam que tinha conseguido recuperar tudo e que nosso sonho ainda tinha chance de se tornar realidade. Escolhi uma roupa bonitinha no armário, me maquiei para aparecer menos cansada e fui para a casa de Liam, levando o relatório do projeto para mostrar para ele. 

[...] 

Toquei a campainha e esperei alguém atender. Karen, a mãe de Liam, atendeu a porta sorridente. Sempre simpática e atenciosa comigo. 
- S/n! Achei que não viesse mais! 
- Desculpe o atraso, estava terminando algumas coisas em casa...
- Tudo bem, minha linda. Entre, fique a vontade! 
- Obrigada, dona Karen. Com licença...
- Nós já jantamos, mas ainda tem bastante comida, se quiser...
- Não, não... Agradeço, mas já comi em casa. - sorri. - O Liam está?
- Estão todos lá na sala... Vamos?
- Ah sim, claro... - sorri e a acompanhei até a sala. Cumprimentei Geoff, pai de Liam, Nicola e Ruth e minha família. Apenas sorri para Liam, que não parecia estar muito animado. Todos estavam conversando animadamente na sala, quando Liam se levanta e vai até a cozinha, sem avisar a ninguém. O segui, queria conversar com ele e compartilhar minha alegria. -
- Oi Liam! - sorri. -
- Oi s/n...
- Quero que você se orgulhe de mim, porque passei as últimas 18h refazendo tudo o que eu acidentalmente estraguei. E olha só: fui conferir o resultado das nossas experiências e deu tudo certo, como queríamos. - disse animada, não podendo conter minha alegria. - 
- Que bom... 
- "Que bom"? Só isso? - fiquei surpresa, esperava mais da parte de Liam. -
- Queria que eu pulasse de alegria, te parabenizando por algo que era sua obrigação fazer? Então, parabéns s/n, você conseguiu! 
- Nossa... Obrigada... - disse, saindo da cozinha. Era inacreditável o que acabara de acontecer... Que reação foi essa? Ele simplesmente agiu como um idiota e ignorou totalmente o que eu havia feito. Estava decepcionada. Passei o resto da noite sem trocar nenhuma palavra com Liam e fui para casa sem ao menos me despedir. Só iria falar com ele na hora da nossa apresentação, apenas sobre o trabalho e nada mais. Eu hein... Nunca esperaria isso dele. Não mesmo. 

Imagine com Liam Payne - Damn! - Parte 3

"Nunca prometa o que não pode cumprir." 

Subi pro quarto com a esperança de que ia terminar tudo e finalmente poder dizer orgulhosa para Liam que tinha conseguido terminar nosso projeto. Só que não consegui. Peguei todos os livros de Química e Ciências que tinha em casa e comecei a procurar o que precisava. Tinha pego algumas amostras das substâncias que precisava no laboratório, então comecei a combiná-las e ver se seus resultados me ajudariam de alguma forma. Fiz alguns alguns gráficos, explicando o andamento das experiências, que por milagre, tinham dado um ótimo resultado. Mas, acabei pegando no sono. Era bem cansativo fazer aquilo... Dormi até quase umas 22h. Desci para a cozinha, jantei e voltei pro quarto. Só depois percebi a grande merda que eu havia feito. Derrubei todos aqueles líquidos em cima de tudo o que já havia feito, perdi todos os gráficos, tudo o que já estava pronto. Eu queria matar alguém aquela hora. Tinha adiantado meu trabalho e depois, estragado tudo. "Não sei como vou contar isso pro Liam... Droga!", esse era o pensamento que rondava a minha cabeça, até eu voltar a dormir, depois de ter desistido de tentar recuperar o que tinha perdido.

[...] 

Acordei bem cedo, com um telefonema de Liam. 
- Ligação on- 
- Bom dia, s/n! - Liam estava animado. - 
- Ah, bom dia...
- Como eu sabia que você não ia me ligar, resolvi ligar eu mesmo. E aí, conseguiu?
- Se eu te contar, você jura que não me mata? 
- Ai meu Deus s/n... - Liam estava com um tom preocupado. - O que você fez? 
- Eu acidentalmente dormi e derrubei todas aquelas substâncias em cima do que já tinhamos feito... Ou seja, acabei perdendo tudo. Desculpa...
- Não acredito nisso... Eu não acredito nisso! - ele aumentou o tom, quase gritando. - 
- Desculpa, foi sem querer... Eu já consegui recuperar algumas coisas, ainda temos esperanças e...
- Para... Para. Você está brincando não é? - Liam me interrompeu. - 
- Não, eu estou falando sério... Desculpa. 
- Eu vou te matar, s/n! - gritou. - 
- Eu já pedi desculpas, não já? A culpa não foi minha! 
- Ah não? Quem derrubou foi você, então a culpa é sua. 
- Foi um acidente, já disse! 
- Tudo bem, s/n, tudo bem... Depois a gente se fala. - bufou e desligou o telefone. Eu estava perdida, literalmente perdida. Droga! Droga! Droga! Ele disse que ia me matar... Eu acabei com tudo... Parabéns s/n, você acaba de ganhar o prêmio de imbecil do ano. Legal. 

[...] 

O dia passou bem rápido depois do telefonema de Liam. Joguei todo aquele papel molhado no lixo, estava fedendo e aquelas substâncias estavam tendo reações inesperadas, estava com medo do que podia acontecer. Fiquei o dia inteiro trancada no quarto, tentando refazer tudo do começo, mas era impossível de me concentrar, a voz decepcionada de Liam não saía da minha cabeça. Desci algumas vezes para comer, apenas. Rapidamente voltava ao quarto, eu tinha que terminar aquilo. O que se via no meu caderno eram apenas rabiscos sem sentido, não conseguia pensar em nada. Absolutamente nada. Foi o sábado mais desanimado da minha vida. Livros e livros estavam espalhados pelo chão do meu quarto e nenhum deles fazia mais sentido pra mim. Minha mãe havia deixado um sanduíche com Coca-Cola na minha escrivaninha, então fiz uma pausa pra comer e olhar a hora. "Putz, já são 23h30... E eu não fiz nada.", pensei. Queria ligar para Liam, mas seria inútil. Não teria nada pra falar e ele não me atenderia. Peguei mais uma vez o livro de Química e tudo o que eu já havia decorado, tinha se perdido na minha mente. Um bloqueio maldito chamado Liam Payne me impedia de me concentrar. Eu tinha que terminar aquilo por ele, mas ironicamente, ele me impedia de fazer meu trabalho. Pedi para Joseph me ajudar, mas a burrice do meu irmão mais novo era surpreendente. Resolvi apelar pra minha mãe, mas ela dormiu no primeiro conjunto de fórmulas que eu precisava decorar. Segui sozinha remontando os gráficos que já havia feito, mas não me lembrava dos que tínhamos feito no começo. Seria impossível fazer sem Liam. Todas as anotações das experiências eram dele, ele estava no comando de todas elas, eu só havia feito a parte explicativa... Eu estava realmente perdida. Precisava do caderno dele, mas não queria ligar e pedir sua ajuda. Liguei para sua irmã, Nicola, me desculpei por ter ligado tão tarde e pedi para que ela pegasse os cadernos de Química e Biologia dele, que era urgente e que eu precisava deles ainda hoje. Como não morávamos muito longe, Nicola não demorou para chegar. Agradeci muito por ela ter feito isso por mim e fiz ela prometer que não contaria isso pro Liam. No começo, não entendi nada do que estava escrito naqueles cadernos, mas fiz um esforço inimaginável para decifrar tudo aquilo. Já passava das 4 da manhã quando larguei os cadernos e resolvi descansar. 



- Olá :) Essa parte ficou bem pequena, porque eu tenho que dividir a história direitinho e tal... Mas as outras ficaram bem maiores e mais interessantes. Espero que gostem! - 

Imagine com Liam Payne - Damn! - Parte 2


A aula finalmente acabou. Já estava na hora, não aguentava mais aquilo. Deixei a sala sem me despedir de Meg e saí correndo para a portaria. Olhei a minha volta e só vi alguns alunos mais novos, ninguém do meu interesse. Fui andando até o jardim da frente da escola e me sentei em um canto. Peguei meus fones de ouvido e dei play na primeira música da lista.

[...]

Liam demorou bastante tempo para sair, o que já tinha me irritado, odeio ficar esperando. O vi na portaria aparentemente me procurando, acenei para que ele viesse até mim.
- Desculpa a demora, o Sr. Riley estava de mau humor... - riu. -
- Tudo bem... Dei sorte da professora substituta de Matemática ser uma pessoa legal. - começamos a caminhar pelo gramado. -
- Quem é? Não tive aula com ela ainda.
- Não prestei muita atenção no nome dela... A Megan que sabe, ficou puxando o saco da mulher a aula inteira... - ri. -
- Pontos extras?
- Como sempre... E aí, como foi a aula, apesar do mau humor do nosso querido Matthew?
- Ele estava de bom humor no começo, mas você sabe, a bagunça do Louis o irrita... Resolveu descontar na turma inteira dessa vez.
- Louis gosta de testar a paciência dele, né? É sempre assim.
- Ah s/n, antes que eu esqueça... Andei pensando em alguns tópicos, mas não consegui passar tudo pro papel. Ficou um pouco incompleto e confuso, mas acho que você entende e consegue desenvolver.
- Ok... Cadê? Deixa eu ver o que posso fazer.
- Aqui. - Liam tirou um papel do bolso cheio de rabiscos, não entendi nada. - Dá pra entender?
- Um pouco... Isso aqui é um x? - apontei pro papel. -
- Não... É um z². - riu. -  Esquece, já vi que não vai conseguir.
- Com esses garranchos, realmente fica difícil. - ri. - Qual é Liam, que letra horrorosa.
- Meninos nunca tem letra bonita, s/n.
- Harry tem uma letra linda, bem melhor que a minha.
- Como eu disse, MENINOS. - ri. Todos adoravam zoar Harry. -
- Em compensação, a letra do Niall é pior que a sua. Nunca entendi nada dos bilhetes que ele passava na aula de História.
- Ninguém entende. Nem eu. E olha que sou esforçado e faço de tudo pra entender o que ele escreve.
- É impossível. Eu já desisti.
- Eu também. Só conversamos por sms agora. - sorriu. Nunca tinha reparado no quão lindo era o sorriso de Liam. -
- Megan me passou um bilhete hoje na aula... Ela pediu pra você ligar para ela assim que chegar em casa, ela quer falar com você. - disse séria. -
- Sobre o que?
- Não sei, não quis perguntar.
- Porque ficou séria de repente? - Liam perguntou, me forçando a parar, já que ficou em minha frente. -
- Nada. Apenas alguns pensamentos.
- Que seriam?
- O assunto que a Meg quer falar com você.
- Chegou a alguma conclusão?
- Talvez. - sorri e continuamos caminhando até o ponto de táxi, conversando e rindo sobre coisas aleatórias. Megan nunca se interessou por Liam antes, mas, quem sabe? Não estávamos mais tão próximas, sabia pouco da vida atual dela. Meg gostava de Zayn desde sempre. Já haviam ficado algumas vezes, mas ela nunca teve coragem de contar o que sentia para ele. E nem eu pra Liam. Éramos amigos coloridos, ás vezes rolava alguns beijos, não era nada demais. Eu gostava dele, era bom passar mais de 4 horas toda quinta-feira ao seu lado no Laboratório de Ciências da escola.

[...]

Como de costume, paramos em uma sorveteria perto da minha casa. Os típicos sorvete de creme e chocolate já estavam sendo levados para nossa mesa. Precisava relaxar para me preparar pros livros, mais tarde. Não podia decepcionar Liam de novo, afinal eu não tinha feito praticamente nada do nosso projeto. Tinhamos que apresentá-lo na segunda-feira, para nosso professor ter uma ideia do que iríamos fazer para a competição do próximo mês. Já tínhamos o tema, algumas teorias, mas nada concreto. Algumas explicações escritas em uma folha de papel, mas nada que pudesse ser entregue. Estávamos apostando tudo naquele projeto, nosso sonho era entrar para um laboratório de pesquisas do governo e ajudar a achar a cura para diversas doenças, fazer algo que pudesse ajudar alguém. Síndrome de Super-Heróis, era como chamávamos nossa sede de conseguir tornar aquilo realidade. Essa competição era uma porta para conseguirmos um estágio no maior laboratório de Londres, assim que entrássemos para a faculdade. Era tão importante para Liam, quanto pra mim. É a chance dele de criar algo que possa evitar que outras crianças tenham o mesmo problema nos rins que ele. E nós já tínhamos o projeto. Criamos um modo de diagnosticar QUALQUER problema nos rins, assim que o bebê nasce e medicamentos que resolveriam o caso específico de cada criança antes mesmo de completarem o primeiro ano de vida. Eu não poderia estragar isso. Não mesmo.
- Estou ansioso.
- Eu também... Quero muito que isso dê certo, Liam.
- Imagina? Não seria incrível? - os olhos de Liam brilhavam de forma indescritível toda vez que tocávamos nesse assunto. Era lindo. -
- Realmente... Fico imaginando como seus pais ficariam orgulhosos de você.
- Não só de mim, né s/n? A maioria das substâncias dos medicamentos foram produzidas por você. Muita coisa que você fez, eu não teria sequer pensado em fazer.
- É... Mas, a ideia principal foi sua. Os diagnósticos também. - sorri. -
- Você não tem ideia do quanto eu estou animado, s/n! - Liam segurou minhas mãos. - Obrigada.
- Não me agradeça... Você sabe que de um jeito ou de outro eu te ajudaria nesse projeto. - ri. -
- Mesmo assim... Sem você, esse sonho não teria passado de uma ideia maluca e impossível, como sua mãe disse. - Liam riu. - Vamos entrar pra história! - ele se levantou e ergueu os braços pra cima. -
- Liam, senta, está todo mundo olhando! - ri. -
- Vem, vem comemorar! - me levantei e Liam me rodopiou. -
- Ainda não temos nada concreto, falta muita coisa ainda pra você comemorar.
- Mas, algo me diz que nós vamos conseguir. É claro, se você cumprir com o que prometeu.
- Eu não vou esquecer, ok? Vou tentar terminar isso ainda hoje.
- Você tem o fim de semana inteiro, s/n... Relaxa, não é pra tanto.
- Tem razão... - sorri e me sentei de volta na mesa, dei mais uma colherada no sorvete. -
- Sua mãe está em casa essa hora?
- Está sim, porque?
- Queria falar com ela. - sorriu. -
- O que você quer falar com a minha mãe?
- Quero convidá-la, a pedido da minha mãe, para jantar lá em casa no domingo.
- Só a minha mãe? Obrigada pela consideração. - brinquei. -
- Não preciso te convidar, sua presença é obrigatória. - riu. -
- Eu ia aparecer de qualquer jeito, mesmo.
- Como sempre. - riu. - Vamos?
- Vamos. - fui até o caixa e paguei nossos sorvetes. Caminhamos até minha casa, passando pelos vizinhos que iam nos cumprimentando. Entrei em casa e vi Joseph largado de um lado do sofá e minha mãe dormindo de outro. Até parecia domingo.
- Que isso? Que modos são esses, família? - ri. -
- Oi filha... Oi Liam. - disse minha mãe, ainda sonolenta.
- Boa tarde, Sr. S/S (seu sobrenome). Como vai?
- Vou bem, cansada, mas bem. Como foi a aula, crianças? - revirei os olhos por ela ter nos chamado de crianças. -
- O de sempre. Aulas boas, algumas chatas, outras piores ainda... - ela riu. -
- E como vai o trabalho?
- Vai indo bem. Mas iria melhor se a s/n me ajudasse um pouco mais. - Liam olhou sério pra mim, mas logo sorriu. - Eu sei que ela vai cumprir o que prometeu e vamos concluí-lo em breve.
- Eu espero que sim... - sussurrei. Liam ainda ficou um certo tempo conversando com Joseph e logo depois que nos convidou para jantar em sua casa no domingo, foi embora. Ajudei minha mãe a guardar as compras que ela havia feito mais cedo e subi pro meu quarto, para finalmente tentar acabar nosso trabalho.



Travel in my world

                              Capítulo 3 - Find you  

''A questão não é ser é criança, é só questão de relembrar o passado.''
   Se eu estava agindo como uma criança? Sim, eu estava. Mas tenta entender, minha vida estava indo como tinha que ir, chega minha linda mãe e me avida que eu vou viajar com a única pessoa do mundo que eu não queria ver, ouvir e conviver.. Simplesmente todo o ódio, toda raiva, todo amor voltou.. Sim, eu não tinha o esquecido. Depois desses 7 anos de paz, estou eu embarcando para a cidade do sofrimento. Só que dessa vez, quem sairá machucado será ele, não vou me dar ao luxo de acontecer o que aconteceu quando eu tinha 12 anos..
     Mas enfim, cá estou em, sentada na poltrona de um avião, com mais 5 longas e cansativas horas de viagem até chegar em Durban. Bom, vamos agir como uma pessoa responsável. Eu não poderia ligar para minha mãe agora, estou em um avião e o uso de celular é proibido, e eu também não quero morrer em uma queda..   
    Exatamente a hora que eu coloquei meu pé no território africano, meu celular toca, adivinhem quem era? Adivinhem quem é a ferrada da história?
~Ligação on ~
S/N: Alô! - Sabe aquele medo de levar uma bronca? Mesmo eu com os meus 19 anos na cara, tenho medo do que minha mãe possa fazer. Eu teria que viajar com Harry por algum motivo, então se eu não fiz isso, vai ter um castigo, lá vem bomba!
N/S/M: Onde que você está S/N Mitchell Miller ?? - Ah, esqueci de falar, esse é o meu sobrenome. E se ela disse meu nome completo, segura na mão de Deus e vai!
S/N: Se eu te disser que eu estou em outro continente, o que você me diz?
N/S/M: Mas o que?? - disse minha mãe gritando e eu afastando meu ouvido do telefone para não ficar surda - Cadê o Harry? Deixa eu falar com ele.. S/N, eu te deixei viajar, mas custava avisar. Outro continente e nem um 'tchau' você dá para sua mãe? Deixa eu falar com o Harry agora S/N!- disse bastante autoritária, mas também, eu fiz um merda, e das grandes..
S/N: Desculpa mãe.. Desculpa mesmo, eu não pensei em nada..
N/S/M: Isso que te torna irresponsável! Olha, se  você já está aí, é melhor dar continuidade a essa viagem. Apenas me deixe falar com Harry e está tudo bem -disse mais calma do que o normal, sério, minha mãe me assusta. Uma hora tá brigando comigo quase comendo meu fígado e outra hora está falando que está tudo bem, tudo uma e mil maravilhas..E agora? O Harry não tá aqui ~amém~ Ok
S/N: Okay mon, obrigada por isso tá - criança mode on - Alô Sra. Mitchell - fiz voz de homem, mas saiu parecendo que o pato estava rouco.. eu não posso rir, respira.. - 
N/S/M: Harry? Sua voz está diferente.. - Ai lord! Eu não posso rir, ela tá acreditando! 
S/N/Harry: Ah sim, eu fiquei rouco depois de tomar o sorvete com a S/N.. Está tudo bem Sra. Mitchell, eu vou cuidar da sua filha, e por acreditar que daqui a pouco já estaremos em casa. - Olha o que eu tô falando !! Meu Deus  
N/S/M: Está tudo bem Harry. Tomem cuidado, se sentirem que algo está estranho, peguem o primeiro voo para o Brasil, ou para Londres, ainda temos casa lá..
S/N/Harry: Entendido Sra. Mitchell - eu ainda quero rir 
N/S/M: E por favor, me chame de N/S/M 
~Ligação off~ Tá agora eu posso rir! Ela caiu mesmo nisso? Alô! Terra chamando! Okay, deixa eu parar de rir, já tem várias pessoas olhando, e elas podem estar me xingando, não sei falar a língua deles.. 
      Como eu havia combinado, eu me hospedaria em um hotel 3 estralas, não queria muito luxo, queria um lugar barato, e confortável para se ficar. Fiz o check in e fui para o meu quarto que era o 122. Tomei um banho relaxante, 14 horas sentada não é coisa para qualquer um não. Me deitei e não demorou para eu cair no sono 
                                                       P.O.V Harry - 15 horas atrás 
    Aonde que essa mulher estava? Depois que ela saiu da sorveteria chorando eu não a vi mais. Bom, você deve estar me achando um completo idiota, 7 anos de passaram e eu nunca a esqueci. ''Então por que você deu um fora na S/N, se você sentia o mesmo?'' A S/N se cortava e usava drogas, sim, apenas com 12 anos de idade. A Spencer sabia disso, guardava segredo até que um dia a S/N contou a ela que era apaixonada por mim.. A Spencer também era, aí que vem a confusão. No dia seguinte, a Spencer disse que se eu não ficasse com ela e humilhasse a S/N em frente da escola toda, (olha a infantilidade no ar)  ela contaria para a escola, e para sua mãe, já que seu pai havia  falecido a pouco tempo , e era esse o motivo das drogas e auto mutilação. Como eu ajudava a S/N a conseguir as drogas, eu tive que concordar com a Spencer, eu não poderia ver minha pequena em um orfanato. É, história confusa, mas foi o que aconteceu.
       Bom, cheguei no apartamento da S/N na esperança de encontrá-la. Mas eu encontrei uma casa vazia. Ela não estava lá. Pude perceber que as passagens que nós tínhamos impresso, estava faltando algumas. Droga! Ela não pode ter viajado sem mim! Não não... Bom, eu sei que ela foi para Durban, que era nosso primeiro destino, então peguei as passagens restantes e fui para o aeroporto. 




  

Postagens